O Batuque Coletivo, que desfilou no Carnaval de BH, pela Avenida Brasil na tarde deste domingo (2/3), arrastou uma multidão de cerca de 200 mil foliões. Viabilizado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura - Descentra Cultura, com patrocínio da Ambev, o desfile teve música, emoção, inclusão e até pedido de casamento.
O desfile deste ano foi marcado por um momento inesquecível para os foliões. Durante o cortejo, ao som de "A Mil Acasos", do Skank, o engenheiro Felipe do Vale, de 38 anos, surpreendeu a namorada, a neurologista Isabela Oliveira, de 33 anos, com um pedido de casamento diante de toda a multidão.
Felipe escolheu o desfile do Batuque Coletivo para fazer o grande pedido porque a história do casal começou no carnaval. “Nos conhecemos no carnaval, amamos essa época, então planejei há três semanas com a equipe fazer esse pedido durante o cortejo”, revelou emocionado.
Isabela, que já desfilava na bateria do bloco pelo segundo ano consecutivo, foi pega completamente de surpresa. "O vocalista recitou um poema e depois começou a tocar a música, mas achei que era uma homenagem. Só entendi o que estava acontecendo quando os integrantes da bateria me pediram para parar de tocar", contou ela, ainda emocionada. Para completar, os pais de Isabela estavam presentes no desfile, algo que ela estranhou inicialmente, mas acabou se emocionando ao entender o motivo.

Além das emoções e surpresas, o Batuque Coletivo busca alcançar um feito inédito este ano: conquistar o título de maior "dança da cordinha" do mundo. Durante o desfile, milhares de foliões participaram da coreografia, com uma corda estendida ao longo da avenida. Segundo Junior Simão, um dos líderes e fundadores do Batuque Coletivo, o feito foi planejado com muito cuidado e os registros do evento serão enviados para avaliação no Guiness Book. “A ideia surgiu como uma brincadeira, mas a adesão do público foi tão grande que estamos confiantes no reconhecimento desse feito”, celebrou.
O bloco também reforçou seu compromisso com a inclusão: uma intérprete de Libras acompanhou todo o desfile, garantindo que o som da bateria fosse sentido por todos, inclusive pelas pessoas surdas que participaram do carnaval. “Nosso objetivo é democratizar o acesso à cultura e garantir que todos, sem exceção, se sintam parte dessa festa,” destacou Bruno Simão, um dos fundadores do bloco.
O bloco, criado em 2016, escolheu este ano o tema "Bateria Mar Vermelho – Homenagem a São Jorge", celebrando coragem e resiliência. Inspirado na figura mítica do santo, símbolo de fé e justiça, o Batuque Coletivo segue refletindo em sua trajetória os desafios e as conquistas que enfrenta ano após ano nos carnavais de Belo Horizonte.
"Esse desfile foi especial de tantas formas: tivemos inclusão, emoção, diversão e ainda buscamos o reconhecimento de um recorde inusitado, mas significativo", concluiu Bruno Simão.
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